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Pesquisador destaca a importância da atualização da Lista de Doenças relacionadas ao trabalho

segunda-feira, 3 Agosto, 2026

O pesquisador Idelberto Muniz de Almeida, professor do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Botucatu, da UNESP , escreveu um artigo técnico-científico para o Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora, no qual destaca a importância do processo de atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), do Ministério da Saúde, e o desafio de sua apropriação por trabalhadores da saúde, organizações sindicais, movimentos sociais e pela sociedade brasileira.

A Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) é um documento do Ministério da Saúde que reúne doenças com evidências de relação com o trabalho. No artigo, o pesquisador ressalta que muitos adoecimentos têm origem nas condições em que o trabalho é realizado. Segundo Idelberto, o ambiente de trabalho pode contribuir para o adoecimento dos trabalhadores. 

Para compreender a origem de uma doença, é necessário analisar o contexto em que o trabalho é desenvolvido, considerando fatores como a organização do trabalho, jornadas prolongadas, pausas insuficientes para descanso, riscos presentes no ambiente laboral e a forma como as atividades são executadas. Todos esses aspectos devem ser investigados, segundo o pesquisador que diz que "por trás de cada um dos casos de adoecimento, há um ambiente de trabalho, situação de trabalho patogênica que precisa ser transformado, ser melhorado."

O artigo também destaca que a LDRT é uma importante ferramenta de vigilância em saúde, auxiliando os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) na identificação de doenças relacionadas ao trabalho, na investigação de sua origem, na notificação dos casos, na prevenção de novos adoecimentos e na produção de informações que subsidiem políticas públicas.

Além de fortalecer os direitos dos trabalhadores, o pesquisador defende que a lista não deve ficar restrita aos especialistas. Para ele, trabalhadores, organizações sindicais, movimentos sociais, profissionais do SUS e pesquisadores precisam conhecer e se apropriar desse instrumento, ampliando sua utilização na promoção da saúde e na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho.

Para escrever o artigo, o autor teve contribuições dos pesquisadores Elizabeth Costa Dias, João Silvestre da Silva Júnior e Márcia Bandini.

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